Grávidas, Bebês e Cães

Tenho um cachorro e vou ter um bebê!

Muitas pessoas chamam o cachorro de “meu bebê”, mas quando ficam grávidas chegam a pensar em  se “desfazer” do cachorro.
Infelizmente, muitas vezes por falta de informação, a recomendação vem do médico ginecologista ou obstetra.

Cães socializados e educados, não oferecerão nenum risco ao bebê.

Ao contrário, há pesquisas que demonstram que a relação com animais de estimação é muito benéfica para a saúde das crianças em geral.

Cuidados

Os animais de companhia devem estar com a vermifugação e a vacinação em dia.

É muito importante que o animal (macho ou fêmea) esteja castrado, pois além dos benefícios para a saúde do animal,  animais castrados ficam mais tranquilos e obedientes e não marcam o território com urina.

Se você estiver insegura com relação a questões de higiene, leve o seu animal de estimação a um veterinário para um check-up.

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OS CÃES PRECISAM SER PREPARADOS PARA A CHEGADA DO BEBÊ.

Dicas para mulheres grávidas tutoras de Cães

1 – Para que o cachorro não sinta tanto a sua falta quando o bebê nascer, você deve, aos poucos, passar algumas tarefas – banho, alimentação e passeios – a uma outra pessoa da casa.

2 – Prepare-o para as mudanças mostrando a ele a barriga, as fraldas e o quarto ou berço do bebê. Deixe que ele acompanhe e participe das mudanças.

3 – Se ele for muito apegado a você, e tiver a mania de pular nas pessoas, use uma boneca para simular o futuro nenê e peça para uma pessoa dizer ao cão “calma ou não pule”.
Dê a ele um petisco gostoso se ele se comportar bem.

4 – Ensine-o  a entrar no quarto do bebê só com a sua permissão: deixe-o na porta e diga “fica”.
Repita quantas vezes for necessário e dê um petisco quando ele ficar paradinho na porta.

5 – Os primeiros contatos devem ser supervisionados de perto pelos adultos, pois crianças muito pequenas não têm controle sobre o manuseio com o animal.

Veja as dicas da adestradora Iracema Gil

http://www.sbt.com.br/eliana/videos/?id=2c9f94b52fff44d9013004e78b43051e

GatoVerde


 

Meu cão vai ter um irmão… humano!

Por Ayrton Mugnaini Jr.

Sempre comento neste espaço sobre cães e crianças serem excelentes companheiros, parecendo até feitos um para o outro.
Ou, como brinca a cantora e tradutora Deborah Freire, “criança e cachorro deveriam ser vendidos juntos” (“adotados juntos” também seria tudo de bom).
Sempre comento também que crianças devem ser orientadas para tratarem cães não como “brinquedos”, e os bichos são ótimos para ajudar a desenvolver nos pequenos grandes donos o senso de responsabilidade.

Pois bem, agora é a vez de comentarmos a situação inversa: quando os “filhos” caninos chegaram primeiro e devem ser educados para conviver com um tipo diferente (para eles) de companheiro que está a caminho.
Sim, um bebê, novidade das novidades.
Imaginem o assombro e potencial ansiedade do cão ao descobrir que existe um ser que não é nem peludo, como ele ou um gato, nem comprido que anda sobre apenas duas pernas, como os adultos e crianças maiores da casa, e que fica dormindo mas começa a chorar e gargalhar quando menos se espera.

A cegonha costuma enviar os primeiros avisos com meses de antecedência, tempo suficiente para preparar não só a casa, mas também seus habitantes.
Imagine você dando de mamar ao bebê e de repente um ‘tsunami peludo’ vem invadir teu colo pedindo a atenção que você sempre deu.
Ou, mal o nenê começa a chorar, o cão estranha e zarpa em direção a ele, podendo até derrubar o berço.

E isso se o cão não for do tipo feroz, pois aí é bom nem imaginar. Mas não é tão difícil assim prevenir.

Preparando o cachorro

Primeira coisa: o cão – assim como o gato, o pássaro e outros bichos de estimação da casa – deve estar com a saúde em ordem, bem limpinho e escovado e de unhas cortadas.
É aconselhável castrar o cão, não só a bem da saúde dele, mas também para reduzir sua agressividade potencial.

Segunda: treinar um cão para conviver com crianças, especialmente as muito pequenas, é como dirigir automóvel.
Não se aprende de uma hora para outra e não se faz “mais ou menos”.
O bicho deve estar muito bem treinado para obedecer aos comandos básicos de “senta”, “vem”, “vá”, “fica” e “deita”, não esquecendo a coleira se o cão for de grande porte.
A máxima “conhece seu cão como a ti mesmo” (não é muito antiga, criei agora, mas errada também não é) também vale: observe se ele demonstra agressividade com crianças, visitas estranhas e outros cães ou bichos.
É aconselhável fazer o teste de Volhard para descobrir e avaliar o temperamento do cão; se ele for extremamente dominante e agressivo, nem deverá ser deixado sozinho com crianças, idosos ou outros animais.

E já falei neste espaço sobre aquele mito de que “não se ensina truques novos a cachorro velho”.
Na verdade, “nunca é tarde para aprender”.
Se o ambiente passar por alguma mudança, inclusive a chegada de um bebê, outro adulto ou outro animal, que desperte curiosidade, ansiedade ou até agressividade no canino, este deverá ser reeducado de acordo, independente de sua idade.
A propósito, o ideal seria que todo cão tivesse contato com crianças antes de completar 12 semanas de vida, para minimizar o risco de agressividade para com elas.

Sei que motivo para atividade não falta, mas continue sendo um “pai” ou “mãe” presente para seu companheiro animal – porém, já sabendo que você logo estará ainda mais ocupado(a) com a chegada do filho humano, comece a passar menos tempo com o cão, para ele ir se acostumando.
Se você vivia grudado(a) no cachorro, é hora de desgrudar um pouco.

Preparando a casa

Uma sugestão útil é providenciar gravações de choros e vozes de bebês, para o cão ir se acostumando com a ideia de que logo terá um companheiro que produz estes mesmos sons; pode-se também acionar desde já brinquedos sonoros como aqueles móbiles com caixinhas de música.
Canções infantis (de qualidade, é claro) que o pimpolho irá ouvir, como os discos do grupo Palavra Cantada e da turma do Castelo Rá-Tim-Bum ou adaptações como “Beatles For Babies”, ajudarão a preparar o ambiente para o chegada do bebê.

Ao cão pode ser permitida uma visita – ou melhor, uma vistoria – ao quarto do futuro morador (mas só enquanto este não chega), de modo que o cão, cuja sensibilidade olfativa é proverbial, vá se preparando para a mudança prestes a acontecer.

E, quando o bebê chegar, ao cão deverá também ser proibido o acesso ao quarto do pai e mãe, mesmo na presença destes; se for o caso, instale cercas e pequenos portões, que impeçam a passagem do peludo, mas não dos adultos.

Ah, sim: nem pense em deixar a caminha do cão no quarto do bebê. Não se preocupe, pois eles terão muito tempo para se conhecerem e se darem bem.

Se o cão for de temperamento amigável, visitas de amigos com bebês também serão bem-vindas – só não deixe o animal sozinho com os bebês; uma dentadinha ou patadinha, mesmo por carinho ou curiosidade, pode assustar ou machucar a criança.

Se o cão for daqueles muito amigáveis, não fará mal deixá-lo cheirar ou “auscultar” a barriga da futura mamãe.

Ao passear com o cão, faça-o se aproximar (apenas o suficiente, é claro) de bebês e crianças que encontrar.

E logo que o filho humano chegar ao mundo, traga da maternidade um cobertor, roupinha ou fralda usados pelo pimpolho, para o cão conhecer o aroma do novo companheiro. Mas eduque o cão para não se aproximar destes objetos – e, novamente, não se preocupe, pois ele tem olfato de sobra e “escutará” de longe o cheiro do bebê neles.

Outra boa ideia é encenar arrumação de berço e banheirinha, amamentação e outros afazeres típicos de cuidar de recém-nascido enquanto o cão assiste sentadinho.
Há quem use bonecas para familiarizar ainda mais o cão com bebês, mas tem um detalhe: bonecas costumam ser feitas de plástico, o mesmo material de muitos brinquedos do cão, e o olfato do bicho pode levá-lo a concluir que um bebê, sendo de plástico, é igualmente feito sob encomenda para ele arranhar e mordiscar.

É aconselhável não montar o quarto do bebê com tanta rapidez e sim tão gradualmente quanto possível; cães são muito sensíveis a mudanças bruscas.
Pelo mesmo motivo, o cão deve ser acostumado aos poucos com a iminente chegada de um novo (em todos os sentidos) companheiro de moradia.
O ideal é que mudanças na rotina diária do cão, como horários de passeio ou troca de local da caminha, sejam feitas logo no início da gravidez da mãe, para que o cachorro não associe a tensão das mudanças à chegada do bebê.

E como a mãe vai estar ocupada com o novo filho, é aconselhável ter alguém (por exemplo, uma avó, o pai ou filho mais velho) para dar atenção suplementar ao cão, de preferência apresentado a ele durante o período de preparo para a chegada da criança.

A chegada

Pois bem, chegou a hora, o bebê está entrando em casa no colo de mamãe.
O cão pode e deve assistir à chegada do novo amigo, mas vai ter de conter os carinhos, lambeção ou ciumeira e ficar sentado bonitinho, à distância.
E, obviamente, só o deixarão se aproximar do pimpolho se ele (o cão) mantiver a calma.
Se ele for de porte grande, só o solte da coleira alguns dias após a chegada do pimpolho; afinal, qualquer coisa fora do comum põe o instinto de defesa do cão para funcionar, inclusive os movimentos e choradeira de um bebê.

Um outro jeito é pedir para alguém levar o cachorro para um passeio e ele encontrar vc com o bebê na rua. Assim o cão pode ter a sensação que foi ele quem convidou o bebê para entrar na casa dele.

Um recado para a querida mamãe

Continue sendo uma “mãe presente” para o cachorro, especialmente se você o enchia de carinho quando ele era a única “criança” na casa.
Separe uns dez minutos para conversar a sós com o cão; ele pode não entender uma palavra, mas captará a mensagem – de que você ainda gosta muito dele, mesmo tendo de dividir seu tempo e atenção com outro alguém; não deverá demorar muito para o cão entender ao modo dele que, como dizia a Mafalda do Quino, o carinho da mãe abriu uma sucursal.
Ele também acabará entendendo que à noite, quando o bebê tiver ido dormir, você poderá ficar um tempo com ele.
Não tardará o primeiro instante em que vocês três estarão juntos; permita ao cão fazer um carinho no bebê e deixe bem claro que você e seu filho estão felizes e a companhia do cão os deixa mais felizes ainda.
Incentive o canino a se comportar direitinho perante a criança e recompense-o com carinho e com um petisco sempre que ele se comportar bem – em resumo, deixe claro ao cão que seu filho é uma coisa positiva, associando o bebê a coisas positivas.
Obviamente, isto resultará em um círculo nada vicioso para o cão e a criança, cada um se sentindo melhor ao ver o outro contente e feliz.

Ah, sim: não é aconselhável que mamãe limpe cocô de cães ou areia de gatos.
É verdade que é bem menor a probabilidade de um ser humano pegar alguma doença de animais domésticos que de outros seres humanos, mas nunca é demais precaver-se – e ao bebê – contra problemas como bicho geográfico e toxoplasmose.
Se a mamãe precisar fazer esse serviço, deve usar luvas e lavar bem as mãos.

Convivência

Falamos sobre dentadinhas ou patadinhas capazes de assustar ou machucar bebês.

Mas os cães também podem ser vítimas, ou quase, de tapas ou pisões acidentais, como lembra o designer Roberto Cabado, “pai” da vira-lata Polly, que tinha cinco anos na ocasião da chegada de Alice. “Polly não tinha ciúmes”, lembra Roberto, “mas tinha consciência de que podia levar uma bordoada de Alice enquanto esta não aprendia a coordenar seus movimentos”.  Este é mais um motivo pelo qual não se deve deixar o cão e o bebê totalmente sozinhos nem por meio segundo. “Hoje a Polly tenta se aproximar de Alice, e é ela quem está mais estabanada”, lembra a radialista Alcione Sanna, esposa de Roberto.

Nem todo cão é tão tranquilo como o de que se lembra a webmaster Maria Adela Basualdo: “Quando minha irmã nasceu eu já tinha cachorro, uma vira-lata, que era muito tranquila e montava guarda onde minha irmã estivesse.” Se o cão tem instinto protetor, pode ser bom por um lado; há casos de cães de guarda que vêem seus pequenos donos levando tombinhos ao brincar com outras crianças e não têm dúvida em voarem para atacar quem ele imagina serem “agressores” – obviamente estes cães não estavam devidamente socializados ou restringidos na ocasião.

O ideal é que o cão se torne companheiro e membro da família.
Crianças um pouco maiores logo estarão brincando à vontade com os cães, e também ajudando, ainda que pouco, a cuidar deles.
Apenas tenha cuidado para não forçar nada.
Se de repente o cão se cansar e quiser ir para um canto descansar, respeite-o, não faça (nem deixe) a criança ir atrás dele pedindo para brincar mais.

E outro detalhe sobre o qual sempre comento são os cães terem inteligência que na prática equivalente a crianças de cerca de dois anos e meio (apesar das óbvias diferenças entre as espécies), o que constitui mais um motivo para as crianças e esses eternos “crianções” se darem tão bem.

Cães e crianças juntos são coisa boa não só para quem gosta de ambos, mas também para eles mesmos. E, mesmo que não seja possível encontrar cães e crianças “vendidos (ou adotáveis) juntos”, é bom saber que a providência e o destino costumam se encarregar de que amantes de cães e crianças recebam, de uma forma ou outra, suas devidas cotas.

Ayrton Mugnaini Jr.
Outubro de 2009

http://oravlaseven.bloguepessoal.com/213045/MEU-CAO-VAI-TER-UM-IRMAO-HUMANO/


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Gestantes e pets em harmonia (16-04-2014)

Não há riscos na convivência entre animais e grávidas quando o cuidado é de verdade.

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http://www.disneybabble.com.br/br/rede-babble/sa%C3%BAde-e-bem-estar/gestantes-e-pets-em-harmonia

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Quadro “Conversa de Mãe”, no programa da Eliana (sbt)

Iracema Gil, a SuperNanny Dogs, dá dicas de como apresentar o bebê ao cão:

“O certo e o errado na relação do cão com grávidas e bebês”

http://www.sbt.com.br/eliana/videos/?id=2c9f94b52fff44d9013004e78b43051e

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Gato Verde em defesa dos Direitos Animais.

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