Alergias x Animais

Cães, Gatos e Alergias em Crianças

 

Alguns pais têm receio que o contato com os animais de estimação possa potencializar problemas respiratórios nos seus filhos, mas estudos recentes demonstram que a proximidade com cães e gatos desde tenra idade aumenta as defesas do sistema imunitário.

 

São vários os estudos que se propuseram a verificar se existia ou não uma relação entre o convívio com animais de estimação, nomeadamente cães e gatos, e o desenvolvimento de problemas respiratórios, incluindo as alergias, rinites e a asma.

Embora a sociedade atual, de raízes sobretudo urbanas, se tenha convencido de que as crianças não devem estar em contato com os animais por estes amigos de quatro patas poderem transmitir doenças e potenciar alergias, os resultados das investigações atuais contrariam essa ideia.

Um dos estudos mais recentes, publicado em 2008 no “European Respiratory Journal”, concluiu o contrário dos argumentos usados para não deixarem os seus bebes tocarem em animais.

Um estudo alemão, liderado por Joachim Heinrich, do Helmholtz Zentrum, de Munique, seguiu 9 mil crianças desde o nascimento e até aos 6 anos. Foi verificado que as crianças que coabitavam com cães e gatos eram menos susceptíveis de desenvolver doenças respiratórias.

Do total de crianças, submeteram apenas 3 mil a análises de sangue para despistar a presença de anticorpos específicos de uma “sensibilização alérgica”, uma resposta imunitária diferente de uma alergia declarada. Todos os pais responderam a um longo questionário sobre a vida familiar.

O estudo verificou que as crianças que partilhavam a casa com um cachorro ou gato durante a primeira infância (do nascimento até aos 6 anos) não apenas não apresentavam “sensibilização específica aos pelos”, como também “a presença de um animal em casa estava claramente associada a uma taxa significativamente mais fraca de sensibilização aos pós e às alergias inaladas.

Contudo, o efeito protetor não foi observado nas crianças que apesar de terem contato regular com cães, não os tinham em casa.

Um outro estudo, publicado em 2001 no “Journal of the American Medical Association” (JAMA), tinha já comprovado estes dados, mas apresentado informações mais surpreendentes: que o contacto com os banimais não só não provoca alergia, como pode, de fato, diminuir o risco de se ficar alérgico.

Neste trabalho, a equipe liderada por Dennis R. Ownby, do Medical College of Georgia Section of Allergy and Immunology, nos EUA, verificou que as crianças que crescem com cães e gatos dentro de casa apresentavam uma redução significativa, cerca de 50%, no desenvolvimento das alergias comuns.

Para o estudo, os médicos acompanharam um grupo de 474 bebes saudáveis desde o nascimento até os 7 anos: 184 crianças partilharam desde a infância o dia-a-dia com 2 ou mais animais de estimação (cães e gatos) e outras 220 pertencentes a um grupo de controle cujas crianças não foram expostas a animais.

Além de terem verificado que as crianças expostas aos animais desenvolveram 50% menos alergias comuns quando comparadas com o grupo de controle, os estudo também apurou que os meninos com animais de estimação apresentavam menos irritação nas vias aéreas. A reatividade foi baseada na reação das vias aéreas a estimulantes químicos.

Durante o estudo, cerca de 7% das crianças desenvolveram asma, número que, segundo os cientistas, está dentro da média nacional.

A razão pela qual o contato com os cães e os gatos aumenta as defesas do sistema imunitário contra as alergias deve-se ao fato de, através da convivência, os animais passarem aos seus pequenos donos endotoxinas de bactérias Gram negativas, presentes, por exemplo, na saliva dos cães e gatos.

Os resultados deste estudo põem em evidência o que os especialistas chamam de “hipótese da higiene”, uma teoria que defende que crescer em ambientes hiper higienizados fragiliza a ação do sistema imunitário, que como não entra em contacto com contaminantes, leva-o a reagir em excesso quando se confronta com os alérgenos. O contato com microrganismos fortalece o sistema imunitário, criando uma espécie de vacina natural.

Esta pode muito bem ser uma das razões que explicam o fato de vários estudos terem verificado que as crianças que moram na cidade apresentarem índices mais elevados de alergias do que aquelas que moram no campo.

Voltando ao caso dos animais, nestes dois estudos, os cientistas aconselham os pais a basear a decisão de ter um animal de estimação apenas no desejo da família, e não no fato deste convívio diminuir as probabilidades de o bebe vir a ter problemas respiratórios. Aliás, reforçam o fato de os estudos ainda não terem verificado, de fato, como funciona o mecanismo que leva a esta aparente proteção do intrincado mistério das alergias.

Paula Pedro Martins, jornalista

Fonte: http://www.alert-online.com/br/magazine/caes-gatos-criancas-e-alergias


 

 

Pessoas com “alergia a gatos”

O que devo fazer se tenho alergia a gatos? Como tratar alergia a gatos? Porque algumas pessoas têm alergia a gatos? Como melhorar a minha alergia a felinos?
Como saber se eu tenho alergia a gatos? Há sintomas relacionados a alergia em gatos? A alergia vêm só do pelo do gato? Existe vacina para gatos que evite esse problema?

Entenda nesse artigo porque alguns humanos tem alergia a gatos e saiba como reduzir a incidência desse problema.

Quais são os sintomas de alergia a gatos?

Os sintomas de alergia a gato se diferem de pessoa para pessoa.

Enquanto algumas pessoas tem reações simples como o nariz entupido, outras têm reações mais intensas e em alguns casos, não conseguem respirar.

O que determina a intensidade da reação alérgica de uma pessoa é a maneira com que seu sistema imunológico reage as proteínas liberadas pelo corpo e pela saliva do gato.

No caso de quem é “alérgico a gato”, o corpo, acreditando que as proteínas do gato são perigosas, criam anticorpos e libera histamina com o fim de se proteger.

Caso haja interação entre crianças e gatos ou bebês e gatos em sua casa fique atento para reações alérgicas que venham a ocorrer com eles. Existe alguma probabilidade dela estar associadas com o seu gato. Caso você suspeite de que há sintomas, faça testes para ter certeza, como por exemplo, isolando alguns ambientes e privando o contato da criança com o gato.

Qual substância liberada pelo gato que causa alergia?

A substância que causa a reação alérgica é uma proteína encontrada na saliva, nas excreções e na pele do gato. Apesar de não ser emitida através do pelo do animal, a proteína gruda no pelo do gato quando ele se lambe, um comportamento dos gatos que é perfeitamente normal. Quando a saliva e as excreções do gato secam, as proteínas são liberados no ar e grudam em travesseiros, sofás, cortinas, tapetes etc. de sua casa o que facilita o contato com as pessoas que ali frequentam.

Como reduzir a “alergia”?

Caso você esteja incomodado com a sua alergia, as principais dicas para reduzir o contato com alérgenos são:

– Mantenha sua casa limpa e livre de pelos e poeiras

É importante manter sua casa limpa de forma a diminuir os alérgenos em seu ambiente.

Evite carpetes e tapetes. Evite sofá e poltronas de tecidos que acumulam pó.

Evite ter almofadas, mantas e cortinas de pano porque atraem alérgenos que podem piorar sua alergia.

– Mantenha sempre limpa a caixa de areia dos gatos

Ensine seu gato a fazer xixi na caixa de areia e não deixe de limpá-la e trocar a areia frequentemente.

– Escove o pelo de seu gato

Escove diariamente o gato. Além de cuidar da pelagem do animal, a escovação reduz a quantidade de alérgenos em seus pelos.

Logicamente, caso você seja alérgico evite escovar o pelo de seu gato: peça para alguém fazê-lo.

Sempre escove o seu animal em um local longe de seu quarto/ambiente de estar, para evitar com que os pelos soltos se concentrem em seu sofá e no resto de sua casa.

– Limpe seu gato

Gatos são animais que cuidam da própria higiene. Não precisam e não devem tomar banho.

Ainda assim, pode-se limpar o gato de vez em quando com um pano úmido e em seguida, secá-lo com um pano seco.

Faça-o como um carinho para que o gato se acostume a gostar desse momento.

Não o deixe úmido ou ele irá se lamber em demasia depois do “banho de pano”.

Nunca use produtos como sabão ou xampu. Jamais use perfumes de qualquer natureza.

 

Não culpe seu gato pelas suas reações alérgicas.

Procure profissionais da área médica (alopatia e homeopatia) e medicinas complementares para cuidar da sua doença.

E viva feliz com seu(s) gato(s)!

Texto adaptado de http://www.linkanimal.com.br/gatos/saude-de-gatos/pessoas-com-alergia-a-gatos.html

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Alergias e Animais

Notícias, Estudos e Pesquisas

 

Pesquisas revelam que crianças que convivem com gatos

têm menos chances de serem asmáticas.

Pesquisa publicada no jornal médico The Lancet

Os pesquisadores descobriram que altos níveis de poeira do pelo de gato na casa diminui o risco de asma para algumas crianças, aparentemente alterando a resposta imune a gatos.

Os gatos são muito diferentes dos alérgenos caseiros como os ácaros do pó.

Estas criaturas microscópicas induzem o ato de espirrar e se escondem nos travesseiros, camas e carpetes.

Quanto mais ácaros a casa tiver, mais chances você terá de se tornar alérgico e desenvolver asma, num grau tão intenso que cause constrição das vias aéreas, tornando a respiração difícil.

Os gatos são diferentes porque quanto mais alérgenos de gato na casa mais protegidas estarão algumas crianças, afirmam os estudos.

Os pesquisadores estudaram 226 crianças, entre 12 e 14 anos, medindo seus níveis de anticorpos para poeira de pelo de gato e poeira de ácaro, assim como a quantidade de alérgenos de gato presentes na casa.

Pequenas ou baixas quantidades de poeira de pelo de gato pareceram desencadear alergia, mas altas quantidades reduziram a possibilidade de desenvolver asma e alergia a gatos.

Esse resultado altera o tipo de conselho que os médicos dão aos seus pacientes, quando recomendam aos pais que não tenham gatos ou se desfaçam deles se estão preocupados com a possibilidade de seus filhos desenvolverem uma condição asmática.

Entretanto, isso não é válido para todas as crianças, a exposição a altas quantidades de alérgenos de gatos para algumas, pode ser um fator de risco.

Muitos especialistas ainda não acreditam nesses estudos, ainda é muito cedo para se generalizar e temos que ser cautelosos.

Então, como devem agir os guardiães de gatos?

Manter o gato bem cuidado, vacinado e castrado e escovar os pelos diariamente.

Fonte da pesquisa – Cat Fancy Magazine – Julho de 2001 – Tradução de texto: Regina Lucia F. de Moraes.

The Lancet, Volume 357, Issue 9258, Pages 752 – 756, 10 March 2001
Sensitisation, asthma, and a modified The response in children exposed to cat allergen: a population-based cross-sectional stud
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736%2800%2904168-4/fulltext

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Cães, gatos, crianças e alergias

17 junho 2010 – Um estudo alemão seguiu 9 mil crianças desde o nascimento e até aos 6 anos.
Foi verificado que as crianças que coabitavam com cães e gatos eram menos susceptíveis de desenvolver doenças respiratórias.

Alguns pais têm receio que o contacto com os animais de estimação possa potenciar problemas respiratórios nos seus bebês, mas, estudos recentes demonstram que a proximidade com os bichos desde tenra idade aumenta as defesas do sistema imunitário.
Contudo, para as crianças crescidas alérgicas ou com alto risco de desenvolverem asma, ter um bicho de estimação pode já ser tarde para lhe conferir imunidade.

Continua em

http://www.alert-online.com/br/magazine/caes-gatos-criancas-e-alergias?sms_ss=blogger&at_xt=4d3caa16dfefe36b%252C0

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Exposição a animais domésticos não aumenta riscos de alergias em crianças

Pesquisa publicada no Jornal ‘O Globo’ em  13/06/2011

Um novo estudo publicado na revista “Clinical & Experimental Allergy” revela que cães e gatos não aumentam os riscos de alergia a animais domésticos em crianças.

Coordenado por Ganesa Wegienka, do Departamento de Saúde Pública do Hospital Henry Ford, o estudo acompanhou um grupo de crianças do nascimento à vida adulta; contatos periódicos com seus pais atestaram a exposição aos animais domésticos.

Aos 18 anos, 565 participantes forneceram amostras de sangue aos pesquisadores, que mediram anticorpos a alérgenos de cães e gatos.

Os resultados mostraram que a exposição a um animal específico no primeiro ano de vida é a mais importante: em crianças que conviviam com cães, os riscos de sensibilidade ao animal caíam pela metade em comparação aos que não conviviam com cachorros no primeiro ano de vida.

E o mesmo aconteceu com gatos.

“Esta pesquisa fornece evidências que mostram que o primeiro ano de vida está associado a condições de saúde futuras na vida” – diz Wegienka.

Fonte:
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/06/13/exposicao-animais-domesticos-nao-aumenta-os-riscos-de-alergia-em-criancas-924669040.asp#ixzz1URuSIXka

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Cães e Gatos contra Alergias

Não é necessário expulsar os bichos de estimação da casa quando o bebê chegar.

Pesquisadores do “Medical College of Georgia” (EUA) constataram que crianças que convivem com dois ou mais cães ou gatos durante o primeiro ano de vida correm menor risco de desenvolver alergia no futuro. O estudo acompanhou 473 crianças durante 6 anos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0706200103.htm


 

OBSERVAÇÃO DO SITE GATOVERDE

 

O que muitas vezes não é considerado, nessas discussões e estudos científicos sobre ‘alergias’, é o fato da criança ter uma doença (antiga) com causas e sintomas específicos que a ciência médica deveria curar.

Parece que afastar a criança de um animal de estimação será a cura, o que está longe de ser verdade.

Mais que isso, sabe-se que doenças respiratórias estão intimamente ligadas a questões emocionais.

Portanto, afastar a criança de um animal com quem troca afetos pode ser prejudicial à sua saúde emocional (questão raramente considerada em ‘estudos científicos’).

Sugerimos, às mães de crianças alérgicas e às pessoas que tem alergia, um tratamento com Homeopatia.

GatoVerde, 10/05/2014

 

 

GatoVerde, em defesa dos Direitos Animais