Gatos

Características e Curiosidades

 

ORIGEM

Os gatos selvagens e os domésticos pertencem à família dos FELÍDEOS.

O Maicis ou Miaicis, antecessor genético dos gatos, era um pequeno animal que vivia em cima de árvores nas florestas tropicais do Período Eoceno, há cerca de 50 milhões de anos.

O gato doméstico (Felis catus) descende de uma espécie de gato selvagem pequeno (Felis silvestris) que ainda hoje é encontrado em regiões da Europa, Ásia Ocidental e África.

É único membro da família dos felídeos que vive e se reproduz, em meio à sociedade humana.

Evidências indicam que o gato foi domesticado há 5000 anos no Egito. Os antigos egípcios adoravam os gatos como se fossem deuses.

Matar um gato era um crime punido com a morte.

No Antigo Egito eram feitas múmias de gatos que eram colocadas em túmulos juntamente com ratinhos embalsamados. Numa antiga cidade foram encontradas 300.000 múmias de gatos.

ANDAR

Os gatos andam na ponta dos dedos.

As patas do gato possuem receptores muito sensíveis que levam informações, na velocidade da corrente elétrica até o cérebro.

AUDIÇÃO

O ouvido do gato é de uma precisão extrema.

A camada externa que o reveste chamada de córtex auditivo, que dispõe de dez milhões de neurônios consegue distinguir diferentes sons emitidos simultaneamente por fontes próximas.

O gato também é capaz de registrar frequências vizinhas de ultrassons, imperceptíveis para nós e para os cães.

A audição dos gatos é muito mais sensível do que a nossa porque os seus ouvidos afunilados servem como que de megafone que canaliza e amplifica os sons.

Assim, os gatos conseguem ouvir até 65 khz (kilohertz), e os homens apenas até 20 khz.

Só com cerca de duas semanas de vida é que os gatos já ouvem bem e os seus olhos abrem por volta do sétimo dia.

Os gatos têm especial preferência por nomes terminados no som “i”.

BANHOS

A relação dos felinos com água poderia inexistir além da água para beber.

Gatos não precisam e não devem tomar banho.

Eles já nascem “equipados” para cuidar da própria higiene.

Os ‘banhos de língua’ os acalmam e é uma forma de interação entre os gatos.

Eles precisam dos seus cheiros (não detectáveis pelo olfato humano) para se sentirem bem no ambiente em que vivem.

– Declarações de um gato sobre Banhos: http://www.borgesogato.com/banho/

– Vídeo “Eu não molho minhas patinhas” – https://www.youtube.com/watch?v=cp0TuYpUsA0

Para ajudá-los na retirada de pelos mortos, escovações diárias são recomendadas.

BIGODES

Os bigodes do gato servem para ele medir as distâncias e são um total de 24, agrupados de 4 em 4.

O gato passa por onde passa o bigode.

DENTES

Os gatos têm 30 dentes.

Os dentes de leite são substituídos pelos permanentes, por volta dos 7 meses de idade.

HIGIENE

Após uma refeição, os gatos lavam-se imediatamente. Porquê? Instinto de sobrevivência!

Gatos lambem-se após comerem para que os predadores não sintam o odor da comida e possam atacá-los.

INTELIGÊNCIA

A região do cérebro responsável pelas emoções é igual nos homens e nos gatos.

O QI dos gatos só é ultrapassado pelo dos macacos e dos chimpanzés.

O cérebro do homem é muito mais parecido com o do gato do que com o do cão.

MARCAÇÃO

Ao afiarem as garras, os gatos deixam o cheiro das glândulas das patas que segregam uma substância, que serve como de aviso para os outros gatos que lá estiverem.

Mas não é só nas patas que existem estas glândulas de cheiro.

Elas existem também na face, no pescoço, nos ombros e na cauda. É para deixar seus cheiros que os gatos se esfregam nos objetos e nas pessoas.

MIADOS

Os gatos miam para expressar seus sentimentos e desejos. Já foram observados cerca de 100 miados diferentes.

Acredita-se que este som seja mais usado na comunicação com os homens do que com os animais.

Um miado fraco significa cumprimento. Um miado curto indica que o gato está com fome, sede ou querendo fazer as necessidades.Um miado longo pode ser uma maneira de dizer que está com dor ou de fazer alguma exigência (como pedir carinho , por exemplo). Ao pressentir um inimigo, o gato geralmente emite um miado breve e alto. Ao ver uma caça o gato faz um barulhinho tremendo a boca. Existe também o miado típico do acasalamento. É um chamamento; um som que os gatos ouvem de longe.

OLFATO

Enquanto o homem possui cerca de 5 a 20 milhões de células olfativas, os gatos possuem cerca de 60 a 80 milhões!  Além destas células existe um outro Órgão que serve a mesma função olfativa e que está situado no céu da boca, que é o ‘Órgão de Jacobson’. É um analisador de odores que é ativado quando o gato sente odores fortes.

OLHOS

Quando nascem, todos os gatinhos têm olhos azuis. Os olhos adquirem a cor definitiva após o segundo mês de vida. Os gatos são os mamíferos com os olhos maiores, proporcionalmente ao tamanho do corpo.

Os gatos não conseguem ver na escuridão completa. Os gatos sempre foram conhecidos pela grande capacidade visual mas qualquer coisa num raio inferior a 15 cm torna-se muito desfocada. Os gatos veem melhor à noite, quando comparados com os humanos porque apenas precisam de 1/6 da luz que o homem precisa. Mas para conseguir ver com pouca luz, ele prescindiu de conseguir ver os pequenos detalhes, veem-nos desfocados.

O campo de visão de um gato é de 185 graus. Por serem muito sensíveis à luz, os seus olhos adquiriram pupilas verticais que quando estão totalmente aberta, ocupam uma área proporcionalmente maior do que a pupila humana.

Ao fundo dos olhos, os gatos possuem uma camada de células designadas de “tapetum lucidum”. Elas servem para que a absorção da luz seja refletida através dessas mesmas células de volta para a retina. Isto faz com que os receptores que não tenham captado a luz, o possam fazer. Assim, a capacidade dos receptores da retina é amplificada em 40%. Podemos então dizer que os gatos veem bem no escuro porque os seus olhos refletem a luz, funcionando como pequenos faróis.

Ainda que alguns estudos defendam que os gatos sejam daltônicos, outros afirmam que os gatos conseguem distinguir nitidamente o amarelo, o verde e o azul.

OSSOS

Os gatos possuem 245 ossos. (Nós possuímos 206). Os gatos possuem mais 5 vértebras que os humanos; são 30 no total. O gato usa a cauda para se equilibrar. Cerca de 10% dos ossos do gatos está situada na cauda, de tal modo que o equilíbrio seja assegurado. A cauda é um termômetro do estado de humor do gato. Só o gato doméstico é o único capaz de andar com a cauda ereta.

PLANTAS

Gatos gostam de cheiros de certas plantas e costumam comê-las para limpar o estômago. Geralmente vomitam bolas de pelos após a ingestão de plantas.

RONRONAR

O ronronar pode ser um sinal de medo ou de dor, além da típica associação a alegria e prazer. Quando sente muita dor, o gato treme.

UNHAS

As unhas dos gatos nascem de dentro para fora. Quando a nova unha está pronta, expulsa uma casquinha da anterior.

Como os gatos andam na ponta dos dedos, precisam arranhar objetos (na natureza, árvores) para se livrarem dessas casquinhas que atrapalham seu caminhar. Madeira (ripas), sisal (tapetes), papelão, borracha, tecidos porosos são materiais que costuma usar para ‘fazer as unhas’.

Cortar as unhas do gato não o impede de arranhar objetos.

VIBRISSAS

As vibrissas de um gato são os bigodes e alguns pelos mais compridos que eles têm, geralmente, atrás  dos membros anteriores. As vibrissas são órgãos sensoriais.

Para os gatos, assim como para grande parte dos felinos, as vibrissas lhe permitem avaliar variações do ar em um ambiente próximo. Assim, durante à noite, essas diferentes variações, permitem ao gato detectar qualquer objeto que passa próximo dele.

As vibrissas dão ao gato a capacidade de previsibilidade quase infalível. Elas são totalmente sensíveis ao ar, o que lhes permite sentir o tremular da terra, um temporal, a chegada de uma tempestade ou acontecimentos que provocam variações ínfimas. Esta particularidade explica por qual motivo o gato ocasionalmente tende a correr como um louco quando aparentemente não há razão aparente.

Com órgão de Jacobson (odor e gosto) e as patas almofadadas (tato), as vibrissas constituem o terceiro órgão de importância para os felinos (táctil). A quarta é a visão.

As vibrissas dão a eles todas as informações sobre o ar, hormônios, orientação do vento, a pressão do ar, a força do vento e informam sobre a proximidade de presas.

VISÃO

Leva cerca de 2 semanas para o filhote ouvir bem, e seus olhos abrem em média em 7 dias.

O campo de visão de um gato é de 185º. Estudos revelam que os gatos podem ver o amarelo, o azul e o verde.

Ainda não se sabe ao certo se podem ver o vermelho, provavelmente essa cor é vista como cinza ou preto.

 

 

GATOS  X  ÁGUA

A grande maioria dos gatos não gosta de se molhar.

Eis o motivo…

Os gatos têm uma estrutura especial de pele e pelo que os protege de superaquecimento e arrefecimento.
Entre os pelos da pele do gato há uma espécie de ‘colchão’ para manter o ar.
A pele do gato também tem uma oleosidade natural com a mesma finalidade: protegê-lo.
Essa estrutura pele e pelo não permite que o corpo perca calor no frio ou que o calor penetre em demasia em dias quentes.
Se a pele do gato recebe água, esse “colchão de ar protetor” se perde, o pelo cai e a pele perde as suas propriedades isolantes.
Um gato molhado pode congelar rapidamente se estiver frio.
Como todo animal, o gato tem instinto de sobrevivência altamente desenvolvido, e é esse instinto que informa ao gato que ele deve ficar longe de água.

Mas, alguns gatos não temem se molhar e até brincam com água.

Eis o motivo…

Seus ancestrais podem ter vivido em locais onde se alimentavam de peixes e, portanto, viviam em contato com a água de lagos e/ou rios.

GATOS SALTADORES  ou  IRRESPONSABILIDADE?

 

O apartamento em que mora um gato precisa ter Redes de Proteção nas janelas e sacadas.

Todos os anos, milhares de gatos chegam mortos ou muito feridos nos consultórios veterinários, vítimas de quedas pelas janelas de prédios.

Para pegar uma mosca ou assustado com um barulho qualquer, a saída do gato é a janela.

A teoria de que gatos se jogam ou são suicidas não tem fundamento.

Serve apenas para as pessoas criarem uma desculpa para a sua falta de responsabilidade com seu animal de estimação.

Coloque Redes de Proteção e telas em todas as janelas, sacadas e terraços do apartamento e viva tranquilo e sossegado com o seu companheiro felino.

CURIOSIDADES

– Os celtas acreditavam que os gatos conviviam com os elementais, fazendo um elo entre o mundo invisível e o nosso. Através dos olhos felinos, como janelas, os homens conheciam o mundo mágico. Do outro lado, os elementais saberiam de nós da mesma forma.
– Uma lenda russa fala de um gato sábio que passava seu tempo aninhado no alto de um pilar de ouro, cantando baladas e contando histórias para o povo que se reunia em volta dele.
– ThunderCats, HO! Foi um desenho dos idos de 88. Eles viviam no Terceiro Mundo, na Toca dos Gatos, depois que seu planeta natal, Thundera, explodiu. Lutavam pelo Bem: Escamoso, Lion, WillyKit e WillyKat, Chacal, Amon-Rah, Cheetara, Snarf, Panthro…
– Uma gata inglesa morreu com 34 anos!
– Uma gata de 4 anos teve uma ninhada de 19 gatinhos e 15 sobreviveram! Outra gata pariu 420 filhotes! E outra, deu a luz ao filhote de número 218 com a idade de 30 anos!
– Um gato australiano chegou a pesar 21 kg e morreu de insuficiência respiratória.
PS – Donos de ‘gatos que sofrem de obesidade mórbida’ foram condenados pela justiça e presos por maus tratos.
Fontes:

http://arcadenoe.sapo.pt/artigo/curiosidades_sobre_gatos/231

http://cadernodigital.uol.com.br

http://www.felbras.hpg.ig.com.br http://katzine.ifrance.com

http://pt.wikipedia.org/wiki/Vibrissa

 


 

VÍDEOS

 

“O Gato Como Ele É”

Narrado por Miguel Falabella

História, características e temperamento em imagens e depoimentos de veterinários, psicólogos e felizes companheiros desses pequenos felinos.

http://www.youtube.com/watch?v=G20187Ygidk

 

Jackson Galaxy,  “Cat Daddy” (em inglês)

https://www.youtube.com/watch?v=D5jSxuvB4Fg

 

Jackson Galaxy na série “MEU GATO ENDIABRADO” (dublado em português)

https://www.youtube.com/watch?v=EXqCRLVvv-g&list=PL8v3rDI6GFUpJKCvVv2Y-WqErngyvjuNu

 

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“Borges, o gato”

http://www.borgesogato.com/


 

CRÔNICA

Os Gatos e as Tardes Domingueiras

Lá fora, chove copiosamente. Dentro de portas, uma manta quentinha aguarda-me. Sentada no sofá, estendo a manta nas pernas e logo o gato se aninha no meu colo. Daí a pouco volto a olhar para ele e vejo-o a tapar o focinho com a pata e a dormir profundamente.

Um filme do choradinho na televisão, a luz amarelada do candeeiro e mais nada. Apenas uma tarde domingueira em toda a sua glória. Aprende-se bastante a observar os gatos. Eles, melhor do que qualquer outro mamífero, mostram-nos como é viver num permanente estado domingueiro. Bom, permanente talvez não. Há alguns momentos de loucura na vida de um gato doméstico. O momento em que nos levantamos e ele corre imediatamente para a cozinha para que lhe dêmos a primeira refeição do dia, que agradece com um esmerado miau.

Sim, os gatos têm boas maneiras e agradecem os melhores mimos que recebem. Há também aquele momento de loucura temporária em que ele corre pela casa com um olhar ligeiramente tresloucado, perseguindo sabe-se lá o quê. Esporadicamente, caso o que estejamos a comer seja do seu agrado, também observamos a capacidade que um gato tem de testar a paciência dos humanos. Nisso, lá são parecidos, cães e gatos. Mas, tirando isso, os gatos são bastante dados à fleuma dominical. Para eles, a felicidade resume-se à descoberta de um bom poiso para uma soneca que dura até que lhes doam os ossos.

O conforto do poiso reveste-se, por isso, de enorme importância. Não é qualquer sítio que cumpre os requisitos felinos. O melhor local é o colo de um humano de confiança. À falta do mesmo, uma manta bem amarrotada numa cama ou num sofá serve de substituto. Para que o momento de repouso seja eficiente é necessário que se cumpram os níveis mínimos de ruído. A televisão pode estar ligada, ou pode haver música a tocar. No entanto, quaisquer ruídos inesperados, especialmente ruídos agudos, não são permitidos.

A meditação felina é entrecortada por momentos de sono profundo e por momentos em que olha fixamente para o vazio sem fazer qualquer movimento ou emitir qualquer som durante longos períodos temporais. Imagino que devam aproveitar aqueles momentos em que observam a vida das ruas pela janela ou quando nos miram quase obsessivamente durante horas a fio para construir histórias cheias de peripécias mirabolantes.

Assim uma espécie de literatura felina que nunca passa para o papel, mas que se passa na sua cabeça, como se fosse o filme de domingo à tarde. É. Temos bastante a ganhar com a observação dos gatos. Logo à cabeça, aprendemos as técnicas básicas para tornarmos o nosso dia uma infindável e perfeita tarde domingueira. Poderá parecer uma filosofia algo difícil de implementar na vida de um pobre humano, condenado a ocupar a maior parte do seu tempo em actividades que lhe permitam depois adquirir a casa, a manta e, de um modo geral, todos os equipamentos necessários ao usufruto da tarde domingueira.

Mas conseguirmos, apesar de tudo, arranjar espaço entre as mil e uma coisas que marcamos na agenda para aquele momento em que nada acontece parece-me muito sensato. Especialmente se nesses espaços cumprirmos à risca os ensinamentos que a sabedoria felina nos deixa. Não fazer absolutamente nada a não ser existir durante uma quantidade absurda de tempo.

Bem vistas as coisas, não conheço nenhum gato com problemas existenciais. Todos sabem muito bem quem são e ao que vêm. Bem que podemos deixar o orgulho de espécie de lado e aprender com quem sabe o valor de uma boa tarde domingueira.

 

*Ana Bacalhau é cronista da revista semanal Notícias Magazine e vocalista da banda portuguesa ‘Deolinda’ –  http://www.deolinda.com.pt

Fonte: http://www.jn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=2893705


 

POEMA MUSICADO

 

O RONRON DO GATINHO

 

Letra: Ferreira Gullar – Música: Adriana Calcanhoto

 

O gato é uma maquininha

que a natureza inventou;

tem pelo, bigode, unhas

e dentro tem um motor.

 

Mas um motor diferente

desses que tem nos bonecos

porque o motor do gato

não é um motor elétrico.

 

É um motor afetivo

que bate em seu coração

por isso ele faz ron-ron

para mostrar gratidão.

 

No passado se dizia

que esse ron-ron tão doce

era causa de alergia

pra quem sofria de tosse.

 

Tudo bobagem, despeito,

calúnias contra o bichinho:

esse ron-ron em seu peito

não é doença – é carinho.

Para ouvir a música: http://www.vagalume.com.br/adriana-calcanhoto/o-ron-ron-do-gatinho.html

 

Muitas poesias sobre gatos: Gatolândia
http://www.blocosonline.com.br/literatura/poesia/leg/leilagpo.htm


 

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E É GARANTIA DE BEM ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL

 

Saiba mais acessando http://www.gatoverde.com.br/castracao-beneficios/

 

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Gato Verde