Gatos

Problemas de Comportamento

Dra. Clarissa Niciporciukas, Médica Veterinária     

 

Há 3.000 anos o gato convive com o homem. Entre a domesticação e os dias de hoje, muita coisa mudou.

O gato tem habitado um espaço muito mais próximo do homem do que jamais vivenciara, pela primeira vez sendo totalmente dependente dele.

Mas ele também continua convivendo com outros gatos e se comporta como tal, exibindo comportamentos naturais da espécie,  muitas vezes padrões que entram em conflito com a domesticação.

Gatos não podem ser educados da mesma forma que os cães.

OS cães formam uma hierarquia social e respeitam um líder.

Podemos ensiná-los quando nos tornamos seus líderes.

Gatos foram grupos sociais apenas em caso de necessidade e esse grupo respeita territórios e não um chefe.

Usar punição física apenas ensina o gato a ficar agressivo.

Ou seja ele aprende a agredir quando agredido, mas também pode ficar com medo e arredio.

Como os gatos ouvem muito melhor do que nós, um barulho forte pode desestimulá-los de realizar algum comportamento indesejável ao bom convívio.

Use objetos que produzam barulho (como uma latinha de refrigerante com algumas moedas dentro) sempre que o pegar fazendo algo que não deva.

A repreensão só funciona se for feita na hora que ele está tendo o comportamento inadequado; depois não adianta, ele não saberá o motivo do barulho desagradável.

Outro método é empurrar a cabeça do gato, com a palma da mão ou tocar-lhe a ponta do nariz com o dedo indicador.

Faça o gesto com gentileza e dizendo um ‘NÃO’ firme.

Mas, o que funciona melhor é sair de perto.

Se o gatinho arranha depois de um tempo de carinho ou quando está no colo, não o afaste e sim afaste-se dele.

Ele logo perceberá que “não agradou”.

Mantenha objetos quebráveis ou perigosos longe do seus alcance, as estantes de livros devem ser estáveis e firmes, os quadros e espelhos devem estar bem firmes na parede, assim como prateleiras etc.

Treine seu gato desde pequeno, será mais fácil que ela aprenda nessa idade, o que pode e não pode fazer.

A ‘gracinha’ do filhote não é mais engraçada quando ele se torna adulto.

 

Borrifar Urina

Gatos não-castrados apresentam o hábito de borrifar a casa com xixi.

(E o xixi de um gato não-castrado é extremamente mal cheiroso)

Para poder se diagnosticar corretamente, é necessário diferenciar entre problemas físicos, como SUF (Síndrome Urológica Felina) ou cistite e problemas comportamentais, como marcação de território.

De uma forma geral, o borrifo de xixi, é mais comportamental, e urinar em local inapropriado, costuma ser por causas médicas.

Sempre limpe o local, mas evite o uso de limpadores a base de amoníaco (como “Cândida”), porque só irão incentivar o gato a fazer mais xixis.

Use um produto chamado HerbalVet (amônia quaternária) que, além de tirar o cheiro de urina, é um excelente higienizador de ambientes e o único que mata protozoários (como Giárdia, por exemplo).

A maior parte dos gatos não-castrados apresenta o comportamento de marcação de território com urina.

O cheiro da urina do gato não -castrado é bem forte e quase insuportável.

A solução está em providenciar a cirurgia de castração – que traz inúmeros benefícios à saúde e bem-estar dos felinos (machos e fêmeas).

O melhor é que o gato esteja castrado antes de chegar na idade adulta (antes dos 4 meses).

Só a castração precoce evita tumores que acometem os gatos não-castrados.

 

Arranhar os móveis

Dê ao seu gato arranhadores onde ele possa se livrar das unhas compridas.

Eles não gostam de tecidos ou materiais em que suas garras fiquem presas, se isso acontece, eles não usam mais. Corda e madeira são materiais que eles apreciam. Tapetes de sisal costumam ser os preferidos.

Mostre contentamento sempre que ele usar o local adequado para “arranhar”.

Para evitar que arranhe os móveis, cole no local em que ele arranha, uma fita adesiva de dupla face.

Alguns gatos preferem arranhadores verticais e outros, horizontais.

 

Agressividade em Filhotes

A agressividade nos filhotes, geralmente é sob a forma de “brincar de brigar”, uma preparação para futuros combates reais.

Essa agressividade, normalmente, é dirigida para à mãe e irmãos de ninhada.

Se o gatinho morde com força, ele irá receber a mesma mordida de volta, e os irmãos podem parar de brincar com ele, como forma de punição.

A brincadeira dos filhotes, é também como um treino para caça, envolvendo ataques surpresas e tocaias.

Na vida selvagem, saber caçar significa sobreviver.

Os ataques dos filhotes envolvem morder e arranhar.

Se seu gato se excede nas brincadeiras de brigar com você, antecipe seus movimentos preparatórios para o ataque e impeça-o, como por exemplo, chacoalhando a latinha de refrigerantes com moedas.

Ele será surpreendido e se assustará, frustrando o ataque.

Se não der tempo e o gatinho começar a arranhar depois de um tempo de carinho ou quando está no colo, não o afaste e sim afaste-se dele. Ele logo perceberá que “não agradou”. Então o que funciona melhor, é sair de perto.

Não dê atenção a ele por algum tempo, até ele se acalmar.

Ele irá aprender a brincar da forma mais adequada se você desencorajá-lo a se exceder.

Não encoraje o filhote a brincar de morder sua mão, ou atacar suas roupas e cadarços de sapato.

Brinque com um brinquedo próprio para ele.

Uma tampinha de garrafa pet amarrada na ponta de uma fita costuma fazer sucesso como brinquedo.

Bolinhas de ping-pong também. Estas não devem ser jogadas na direção do gato e sim para longe dele (para que ele brinque de “seguir a caça”).

Brinque sempre com seu gato, use brinquedos com movimento, exercite-o.

Assim ele irá dar vazão ao seu instinto de caça sem atacar seus pés e tornozelos.

Gatos brincam a vida toda.

 

Gatos que brigam quando um deles volta do Veterinário

É muito comum, gatos que convivem bem há anos, receberem com agressividade aquele companheiro que foi ao Veterinário.

É algo transitório, mas se for preciso, o ideal é mantê-los em quartos separados, trocando-os de quarto para que sintam o cheiro um do outro, até tudo se normalizar.

 

Gatos que ficam agressivos quando idosos

Se um gato demonstra comportamento agressivo sem nunca tê-lo sido no passado, é bom examiná-lo para Hipertireoidismo e outras doenças sistêmicas, mesmo que o gato não mostre nenhum outro sinal de doença.

A agressividade pode ser uma reação às dores que ele sente.

 

Agressão extrema contra o dono

Devem ser analisadas todas as possíveis doenças físicas e psicológicas.

Entre as causas físicas temos: dores crônicas, isquemias cerebrais, problemas neurológicos.

Nas causas psicológicas: ansiedade, agressividade redirecionada, medo etc.

Identificar a causa é fundamental para o sucesso do tratamento.

Gatos que se sentem hostilizados (excesso de broncas e limites) podem ficar agressivos.

 

Agressividade entre gatos

Não ocorre por disputa de dominância, como nos cães, mas por disputa de território.

A disputa entre gatos pode ser territorial, agressividade redirecionada, ou medo.

Também pode ser “brincar de brigar”, como ocorre com os filhotes.

A maior parte dos gatos só estabelece seu território por volta dos 2 anos.

Esse tipo de comportamento é problemático para animais que vivem juntos dentro de casa.

A agressão entre os gatos é um problema sério, algumas vezes insolúvel, tendo o dono que manter os animais em cômodos separados por todo o tempo.

Quando o gato reage com muito nervosismo, se arrepia e foge correndo do agressor, estimula a agressividade deste.

Terapias complementares (Florais, Aromaterapia etc.) e medicamentos Homeopáticos podem ajudar a equilibrar as emoções dos gatos agressores e agredidos e harmonizar o ambiente em que vivem.

Fontes:  http://www.pet.vet.br/videos.htmlhttp://www.becodosgatos.com.br/


 

 

Guia de Manejo e Cuidados

GATOS SÃO ANIMAIS CHEIOS DE PERSONALIDADE E PODEM VIVER MAIS DE 20 ANOS!

NECESSIDADES BÁSICAS DE UM GATO:

RAÇÃO E ÁGUA FRESCA SEMPRE À DISPOSIÇÃO, CAIXA DE AREIA, CAMINHA, BRINQUEDOS E CARINHO.

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ADAPTAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE GATOS

Se você já tem um gato, deve esconder o novo gatinho durante alguns dias em um espaço fechado (quarto ou banheiro) com tudo que ele necessita: ração, água, caixinha com areia, caminha e brinquedos. Os primeiros contatos visuais podem ser feitos após alguns dias de isolamento e devem ser feitos na sua presença e encerrados na medida do estresse dos animais (fussss). Faça a apresentação aos poucos. Dê sempre mais atenção ao gato da casa e tenha paciência… vale esperar para vê-los brincando e dormindo juntos.

Se é o primeiro gato, deixe-o num cômodo por uns dias e apresente a casa aos poucos; um cômodo por dia.

Veja mais dicas em  http://www.gatoverde.com.br/comportamento-felino/adaptacao-gatos/

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ALIMENTAÇÃO – Dê a seu gato uma ração de boa qualidade. Uma boa ração já tem tudo que ele precisa para ser forte e saudável. Deixe sempre a ração à disposição. Gatos comem várias vezes ao dia e à noite, aos pouquinhos. Se quiser trocar a marca da ração, misture a ração anterior e a nova durante alguns dias. Não dê leite ou carne crua.

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 ÁGUA – Incentive o gato a tomar água colocando potes diferentes em vários locais da casa. Podem ser usadas fontes de água e até um espelho embaixo de um pote transparente para incentivá-lo a beber. Gatos adoram ver o movimento da água e precisam tomar água para evitar doenças do trato urinário/renal.

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ARRANHADORES – É importante colocar arranhadores pela casa para que o gato não danifique móveis. Alguns gatos gostam de arranhar papelão ou ripas de madeira, outros adoram tapetes de sisal e até emborrachados. O arranhador precisa estar fixo para que o gato goste de usá-lo.

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BANHO  NÃO! – Não dê banho no seu companheiro felino. Gatos não precisam e não devem tomar banho. Nunca. Eles já nascem “equipados para cuidar da própria higiene” e precisam de seus cheiros naturais para viverem bem em seu território.  *Acostume o gato à escovação diária para ajudá-lo a retirar os pelos soltos e evitar que, ao se lamber, forme bolas de pelos no estômago.

Veja os motivos para não dar banho em gatos: http://www.gatoverde.com.br/comportamento-felino/banhos-nunca/

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BRINCADEIRAS DE MORDER – Não brinque como gatinho como se sua mão fosse outro gatinho. Gatos têm unhas e dentes afiados, pele dura e pelos. Sua mão só tem uma pele fina. O gatinho cresce rápido; as unhas e dentes dele também. Quando ele “atacar” sua mão, apenas diga “NÃO” e encerre a brincadeira. Se ele insistir, afaste-se dele. Não o afaste de você porque ele pode achar que é  brincadeira e voltará a morder com mais força. Se ele estiver no colo, não o tire do seu colo. Apenas levante-se lentamente que ele pulará. Assim o gato entenderá que perde o conforto do colo quando brinca de morder e arranhar.

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BRINQUEDOS – Incentive-o a brincar sozinho. Dê bolinhas de papel de vários materiais para que ele brinque sozinho. Dedique alguns minutos por dia para brincar com ele usando fitas amarradas numa varinha. Não use barbantes finos ou curtos pois o gato eles pode engolir e passar mal.

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CRIANÇAS – Ensine as crianças a respeitar os horários de sono do gatinho. Quando a criança estiver com o gatinho no colo, ensine a fazer o carinho que gatos gostam (embaixo do queixo e na cabeça) e a colocar o gato no chão lentamente. Não deixe a criança jogar o gatinho no chão.

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CASA – Acostume seu gatinho dentro de casa sem acesso a telhados e vizinhança. Ele deve viver dentro do espaço que você pode dar a ele. Gatos que passeiam fora de casa, um dia não voltam… ou podem voltar doentes e machucados. Limite o espaço de muros com Redes de Segurança. Se você mora em apartamento, coloque Redes de Proteção em todas as janelas e sacadas.

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CASTRAÇÃO – Para cada pessoa que nasce, nascem 45 gatos e não há lares para todos. A castração deve ser feita antes dos 4 meses de idade.  As fêmeas  no cio costumam miar muito. Se estiverem castradas, ficam livres disso e de todo o “nervosismo” que acompanha esse período. Os machoscastrados antes dos 4 meses, não marcam território com urina (o cheiro do xixi demarcatório do gato após os 5 meses é forte e desagradável), não saem de casa para procurar fêmeas no cio e não se envolvem em brigas com outros machos. A castração precoce (antes dos 4 meses) evita doenças, previne tumores e facilita o convívio. (As Prefeituras devem oferecer Castração Gratuita.)

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COLEIRAS – Coleiras costumam ser perigosas para gatos. O gato pode ficar preso ao enroscá-la em algum lugar. Mas, se você mora em casa e seu gato tem acesso à rua, a coleira servirá para sustentar uma plaquinha de identificação com o seu telefone e o nome dele. Nesse caso, para acostumá-lo ao uso da coleira, comece amarrando um elástico fino em seu pescoço até que ele se acostume. Há coleiras elásticas para gatos.

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DEJETOS – Gatos são animais muito asseados e não gostam de sujeira. Limpe a caixa de areia pelo menos duas vezes por dia  e seu companheiro felino não irá procurar outro lugar para fazer as necessidades. Mesmo numa casa com quintal e acesso a terra é preciso deixar à disposição do gato uma caixa com areia. Observe sempre as fezes que devem ser duras e consistentes.

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DOENÇAS – Se você tem alguma dúvida sobre o estado de saúde do seu gatinho, peça ao Veterinário que faça os exames necessários. Veja a descrição de algumas doenças que podem acometer gatos: http://www.gatoverde.com.br/caes-gatos/doencas-gatos/

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EDUCAÇÃO – Gatos aprendem com facilidade a palavra “NÃO”, especialmente se vier seguida de uma batida de palmas ou pés. Isso porque têm os ouvidos muito sensíveis e barulhos fortes são desagradáveis.

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ESCOVAÇÃO – Acostume o gato a ser escovado ou penteado. Isso evitará  a formação de bolas de pelos no estômago.

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MIAR – Os felinos só miam alto quando querem alguma coisa ou para comunicar um desconforto. Portanto, se o seu gatinho miar muito é porque está faltando algo (carinho, alimento, sossego…) ou sente alguma dor. Leia mais sobre Gatos Mientos: http://www.gatoverde.com.br/comportamento-felino/gatos-mientos/

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MÓVEIS – É importante enriquecer o ambiente com móveis que incentivam o movimento dos gatos. Alguns exemplos: http://www.hauspanther.com/2014/01/09/amazing-german-designed-cat-climbing-furniture/

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REDES DE PROTEÇÃO – Se você mora em apartamento, tenha Redes de Proteção nas janelas e sacadas. Gatos podem se assustar com um barulho forte e pular pela janela buscando uma saída. Ou ainda, podem pular em busca de uma mosca ou passarinho que passe por ali. Não existem gatos suicidas ou que gostem de pular de janelas. Veja: http://www.gatoverde.com.br/caes-gatos/redes-de-protecao/

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REMÉDIOS – Nunca medique o seu gatinho. Consulte sempre um médico veterinário.

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SONO  – Gatos adultos costumam dormir 16 horas por dia intercaladamente e precisam ter um canto sossegado para isso. Eles ficam estressados quando não tiram as sonecas necessárias. Quanto mais idoso for o gato, mais tempo ele dorme.

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TERRITÓRIO – Gatos são animais territorialistas, ou seja, eles precisam sentir e saber tudo sobre o espaço onde vivem. Ao introduzir um gato na sua casa, mantenha-o no início em um espaço pequeno (com a água, a ração e a caixinha de areia) até que ele se sinta seguro. Ele vai explorar tudo e misturar cheiro dele ao do ambiente ao se esfregar nas coisas e pessoas. Seja paciente. Depois ele vai ficar curioso para saber o que tem além daquele espaço. Cuidado com gatinhos pequeninos! Gatos gostam de tocas e costumam se enfiar em lugares perigosos (atrás da geladeira ou dentro da máquina de lavar roupas).

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TRANSPORTE – Transporte seu amigo felino com segurança em uma Caixa de Transporte adequada, mesmo dentro de um carro.

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UNHAS – Gatos andam sobre os dedos e suas unhas têm um papel  importante no caminhar elegante dos gatos. As unhas do gato crescem de dentro para fora e ele precisa se livrar das ‘casquinhas’ quando começam a se soltar pois atrapalham seu caminhar. Para que o gato não arranhe os seus móveis, observe que material ele procura para se livrar das casquinhas velhas. Dê ao gato opções de arranhadores como: ripas de madeira, tapetes de sisal ou de borracha, papelão etc. Ainda assim, se você precisar cortar as pontinhas das unhas do seu gato e não o acostumou desde pequeno a esse procedimento, não arrisque. Quando for ao Veterinário, peça para que ele corte as unhas do seu gato e ensine você a fazê-lo da forma correta.

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VACINAS – Assim como os cães, gatos devem tomar 3 doses da Vacina V4 (contra doenças de felinos) após os 2 meses de idade (após o desmame) de 21 em 21 dias. Depois disso, a vacina V4 e a vacina Antirrábica devem ser dadas anualmente.

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Guia Básico elaborado por Deolinda Eleutério (terapeuta holística, ativista pelos direitos animais e organizadora do site GatoVerde. www.gatoverde.com.br )

Fonte – http://www.gatoverde.com.br/comportamento-felino/cuidados-e-manejo/

 


 

Gatos de uma comunidade

– Para entender a organização social dos felinos –

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Diferentemente dos cães, os gatos apresentam uma organização social peculiar e característica,

que lembra seus ancestrais selvagens, especialmente em ambientes rurais.

 

A organização social felina está centrada em dois grupos sociais: um em que a organização social é centrada nas fêmeas reprodutoras e em sua descendência e no qual os machos, após o início das manifestações sexuais, são expulsos do grupo – trata-se de um sistema matriarcal matrilinear – e um segundo grupo, composto por machos, chamado de fraternidade, no qual os mais velhos mantêm um sistema de lutas por fêmeas e pela defesa do território, ensinando animais mais jovens, expulsos pelas fêmeas do grupo dominante. Após os acasalamentos, os machos retornam para seus territórios.

No campo, os felinos se relacionam em comunidades, denominadas aparentadas, por se formarem por grupos de uma descendência comum.

Nas cidades, as comunidades acabam se formando por indivíduos da vizinhança. É o que ocorre quando animais de diferentes procedências são reunidos em um ambiente, como é o caso de uma casa.

Têm hábitos de reuniões em grupos, mas dificuldade no relacionamento social por falta de identificação, que, com o tempo, pode evoluir para resultados positivos (de aceitação e convívio) ou negativos (de constantes brigas e disputas).

Na relação social dos felinos de estimação, existe uma importante marcação territorial que delineia áreas de descanso, áreas de circulação e áreas comuns de encontros, delimitados e demarcados por arranhaduras e urina.

Os felinos, em quaisquer locais, apresentam o hábito natural de caçar, muito mais por brincadeira que por necessidade alimentar, uma vez que podem buscar fontes de alimentação em diversos locais, como as casas vizinhas.

Entretanto o hábito de caçar os expõe ao risco de contato com animais estranhos ou silvestres de pequeno porte, dentre os quais os quirópteros, que compõem um elo importante no ciclo da transmissão da raiva.

Os felinos têm em sua primeira infância, que vai até as 9 semanas de vida, um período fundamental de definição do comportamento, que perdurará por toda a vida.

Animais mais manipulados por humanos ou estimulados pela própria mãe desenvolvem maior sociabilidade que aqueles prematuramente retirados de suas mães e mantidos em ambientes desgastantes e com pouco contato com seres humanos.

Portanto, o meio ambiente é fundamental na definição comportamental dos felinos, quer seja pelo fornecimento de fontes de abrigo, água e alimentação, quer seja pela definição de suas organizações sociais.

Diferentemente dos cães, para os quais a domiciliação permanente é relativamente fácil, no caso dos felinos ela pode determinar problemas de comportamento, especialmente para aqueles animais de vida doméstica solitária.

Fonte:  “Controle de populações animais de animais de estimação.

Manual Técnico do Instituto Pasteur número 6” – Maria de Lourdes Aguiar Bonadia Reichmann

Texto adaptado de livreto do Instituto Nina Rosa.


 

Veja o vídeo:

“O Gato Como Ele É”

https://www.youtube.com/watch?v=G20187Ygidk


 

Veja sugestões de

Móveis para gatos

http://www.hypeness.com.br/2014/02/15-ideias-de-moveis-criativos-para-quem-tem-e-gosta-de-gatos/


 

GATOS – MÚSICA E POESIA

 

O Ron-Ron do Gatinho

Música de Adriana Calcanhotto – Letra de Ferreira Gullar

http://letras.mus.br/adriana-calcanhotto/718883/

*

O ronron do gatinho

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença – é carinho.

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Gato Pensa?

Música de Adriana Calcanhotto – Letra de Ferreira Gullar

https://www.youtube.com/watch?v=7fANEF1QOxU

*

Gato pensa?

Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?

A verdade é que o Gatinho,
quando mija na almofada,
vai depressa se esconder:
sabe que fez coisa errada.

E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente,
toca com a pata pra ver.

Só quando a temperatura
da comida está normal,
vem ele e come afinal.

E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?

 


 

 

A cirurgia de castração evita doenças, previne tumores, facilita o convívio e é garantia de bem estar emocional para machos e fêmeas.

Saiba mais acessando: http://www.gatoverde.com.br/castracao-beneficios/

 

 

Gato Verde, em defesa dos Direitos Animais